sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Encerram-se as cortinas negras.

















Encontrei em mim um anarquista do vale tudo, sem querer abri o livro das revelações. Acabei por partir os cães de loiça, que impavidamente me preservavam o orgulho e preconceito. Tal como as aves raras, mergulhadas numa negra sensualidade me atormentaram até ao fim. Depois de tal incorrigível hipocrisia, vi-me embriagado em pensamentos, lamento esta minha merda de anemia das grandezas. Recorri aos cortes de carrinho, lembrei o anexo e a cidade em busca dos infieis presuntos. Talvez fosse inevitavel uma perda de alinhamento astral, e a brincar a brincar acabei por dar uma bofetada na mediocridade. Questionei então porque estaria entre o bem e o mal na opera da vida, duas cervejas, três cervejas e a questão mantinha-se. Porque ainda estaria tão perto do ponto de ebulição? Vi-me num estado de desgraça. Deparei-me com a ponta do iceberg, sonhei a preto e branco, mas mesmo assim a bizarra locomotiva não pára. Iludi-me por amores nunca dantes navegados, com que ficaria? O bom, o mau ou o menos mau? Lamento este estado de eterno espectador, por entre musas, museus e meninas, pensei. Onde pára a minha cabeça, e vi-me num estranho e fabuloso mundo das amélias. Como seria fácil me encontrar à beira do precipício.

Assim se encerra esta jornada apoteótica pelos confins das mais distorcidas consciências.

Fica a derradeira citação:

"A vida...
Branco ou tinto, é o mesmo: é para vomitar." (Álvaro de Campos)

Um profundo abraço aos que em puro acto de boa fé me honraram com seus comentários e partilharam estes meus pensamentos.

A revolução acabou, o homem permanece.

sexta-feira, 7 de Março de 2008

À Beira do Precipício... :)




























A maior das loucuras é tentar ser racional num mundo de loucos.
Depois de passar o ponto de não retorno...



Ó tu, consolador dos malfadados
(Bocage)

Ó tu, consolador dos malfadados,
Ó tu, benigno dom da mão divina,
Das mágoas saborosa medicina,
Tranquilo esquecimento dos cuidados:

Aos olhos meus, de prantear cansados,
Cansados de velar, teu voo inclina;
E vós, sonhos d'amor, trazei-me Alcina,
Dai-me a doce visão de seus agrados:

Filha das trevas, frouxa sonolência,
Dos gostos entre o férvido transporte
Quanto me foi suave a tua ausência!

Ah!, findou para mim tão leda sorte;
Agora é só feliz minha existência
No mudo estado, que arremeda a morte.

sábado, 1 de Março de 2008

Estranho e fabuloso mundo das Amélias...



No fim de semana que passou a unìca coisa de especial foi mesmo um filme, do qual destacaria a interpretação do Javier que é absolutamente assustadora em todos os sentidos. Atrás daquele aspecto de "Amélinha", aquele corte de cabelo terrivelmente ridìculo, está um Anjo da Morte, um verdadeiro psicopata no seu expoente máximo. Completamente intocável e desprovido de qualquer sentimento, ainda que dotado de uma racionalidade impressionante. Fica o dialogo que marca o filme, em cima. Excelente.

O essencial é invisível para os olhos, mas para alguns não. Para infelicidade dos mesmos...chega a ser assustador para algumas almas, serem dissertadas por tais olhares. Enfim, talvez esse olhar apenas procure alguma alma sem medo.

Procura e encontrarás como alguém disse.

Confortavelmente dormente. Foi o meu estado este fim de semana, o trabalho faz mal! :D

"Comfortably Numb" Cover de Pink Floyd pelos Anathema.



Waking Hour (The Gathering)

The eyes are made to see
They see the path of our lives

The heart is there to feel
It feels the energy of our time

I can see it
I can feel it

This is my waking hour
This is my place
I can hear it
I feel the power in my heart
And it's my moment
It is right there
And it's staring me in the face

Disguise and make-believe
I see the end of all demise
The only way to heal
Is in the honesty of your eyes

I can see it
I can feel it

This is my waking hour
This is my place
I can hear it
I feel the power in my Heart
And its my moment
It is right there
Staring me in the face

The fight is done
And who are we
To judge what will become
All the iron armour is laid down away
Followed by the heroes
Who belong on rested earth
We pray,
We feel the rescue coming near
Within the walking soul to hear
We sense the calm all wrapped in fear
And all the while we heed
The senses way too vast to see
We beg of you to not let go
Our names will provide us with a soul

I can feel it

Falling down
Start again
Life can bring you down
The monumental truth
Of elegance in you
Falling for
A part of who you are
And makes you shine inside

domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Onde pára a minha cabeça??




Where Is My Mind Lyrics

"O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você."
(Mário Quintana)

Cá estará este bravo jardineiro de braços abertos...ui e que jardim meus amigos.
:)

O som dos Pixies foi a banda sonora deste fim de semana, o video do sr.uTube em baixo fica como uma homenagem a um irmão que a vida me deu (no passado também me roubou um). Só nos resta aceitar aquilo que nos é dado e também retirado, factos da vida e ela é bela. Foi uma banda que me foi dada a conhecer entre muitas, já tive o privilegio de os ver ao vivo. É magnifico saber ouvir, mesmo que só mais tarde aprendamos a apreciar.

Tindersticks - Can we start again



Para finalizar, malta vamos ajudar a tornar realidade o regresso do saudoso Hard-club . Assinem o baixo assinado. Seria fantástico ter um espaço na Invicta onde a diversidade cultural fosse novamente uma realidade. No Mercado Ferreira Borges seria óptimo.

http://www.hard-club.com/

sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Musas, Museus e Meninas...



"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

(Luís de Camões)

Many things on my mind, but nothing to say...follow the train of consequences.

sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

O eterno espectador.





















"Não há razão para termos medo das sombras. Apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a luz."
(Ruth Renkel)

"Não se pode rejeitar a tristeza, assim como não se pode rejeitar a sombra. A grande beleza de uma paisagem vem do contraste entre a luz e a sombra."

"Nenhum caminho é longo demais quando um amigo nos acompanha."

Por entre as sombras e a luz...fica a minha presente falta de ideias e pensamentos. Nem sempre podemos escolher o caminho. Nem sempre podemos escolher quem o percorre connosco. Podemos sim escolher o espírito com o qual encaramos as acalmias e as tormentas...e esse tem que ser sempre poderoso. :)

Como alguém disse, até no meio de uma multidão podemos sentir uma solidão assustadora. Encosta-te a mim camarada...e cultiva um sorriso na alma.

I Am The Eternal Spectator

Moonspell
Composição: Fernando Ribeiro

The eternal stimulator
Of things that never come

I am the eternal spectator

The eternal ruminator
Of things better left alone

Watching over you
Sometimes inside of you

The eternal dictator
Of your perpetual distraction
The eternal collector
Of things that were never done
The eternal agitator
Of a war you never fought
The eternal demonstrator
Until you prove me wrong

Watching over you
Sometimes inside of you
Watching over you
Long-dead inside of you.

domingo, 3 de Fevereiro de 2008

O bom, o mau...e o menos mau.



Esta na moda criar "remakes" de clássicos, aqui fica um deles para quem sabe apreciar o género.

"The good, the bad & the ugly" um clássico de Sergio Leone, ao som da banda sonora "The Ecstasy of Gold" do sobejamente conhecido Ennio Morricone. Mas na interpretação dos "Quatro Cavaleiros do Apocalipse" que nos tornarão este ano a previligiar com a sua poderosa presença.

"The four horsemen" (Metallica)

By the last breath of the fourth winds blow
Better raise your ears
The sound of hooves knocks at your door
Lock up your wife and children now
Its time to wield the blade
For now you have got some company

The horsemen are drawing nearer
On the leather steeds they ride
They have come to take your life
On through the dead of night
With the four horsemen ride
Or choose your fate and die

You have been dying since the day
You were born
You know it has all been planned
The quartet of deliverance rides
A sinner once a sinner twice
No need for confession now
Cause now you have got the fight of your life

The horsemen are drawing nearer
On the leather steeds they ride
They have come to take your life
On through the dead of night
With the four horsemen ride
Or choose your fate and die

Time
Has taken its toll on you
The lines that crack your face
Famine
Your body it has torn through
Withered in every place
Pestilence
For what you have had to endure
And what you have put others through
Death
Deliverance for you for sure
There is nothing you can do
So gather round young warriors now
And saddle up your steeds
Killing scores with demon swords
Now is the death of doers of wrong
Swing the judgment hammer down
Safely inside armor blood guts and sweat

The horsemen are drawing nearer
On the leather steeds they ride
They have come to take your life
On through the dead of night
With the four horsemen ride
Or choose your fate and die


"O pesar e o prazer andam tão emparelhados que tanto se desnorteia o triste que desespera quanto o alegre que confia."
(Miguel de Cervantes)

Pelo prazer de sobreviver...