Por vielas e becos almas se cruzam, em busca de uma ténue lembrança, de uma breve miragem da eterna felicidade.
Minha bela cidade, dona do meu coração.
"Esta cidade" por Xutos & Pontapés
Quer eu queira quer não queira Esta cidade Há-de ser uma fronteira E a verdade Cada vez menos Cada vez menos Verdadeira
Quer eu queira Quer não queira No meio desta liberdade Filhos da puta Sem razão E sem sentido No meio da rua Nua crua e bruta Eu luto sempre do outro lado da luta
A polícia já tem o meu nome Minha foto está no ficheiro Porque eu não me rendo porque eu não me vendo Nem por ideais Nem por dinheiro E como eu sou e quero ser sempre assim Um rio que corre sem princípio nem fim O poder podre dos homens normais Está a tentar dar cabo de mim Cabo de mim
Muito tempo antes da grande dupla de centrais Fernando Couto e Jorge Costa, existiram os mestres do "corte e bota abaixo". Senhores e Senhoras, "Statler and Waldorf" do " The Muppet Show". Programa que faz parte do meu imaginário infantil, é sempre bom recordar algo que nos fez sorrir, e ainda faz. O humor sarcástico no seu expoente máximo. Estes sempre foram para mim uma fonte de inspiração, fica a saudade destes "Marretas", tenho que me contentar com os que me aparecem pela frente no dia a dia.
:)
Nas letras de uma "Mão Morta" fica a minha saudação ás criaturas de natureza genuína. Presas e predadores todos fomos, somos ou seremos algum dia, e existem as demais, as que pautam pela sua natureza parasitária.
Malditas "Melgas e Mosquitos" que não me largam!
"É UM JOGO [Adolfo Luxúria Canibal / António Rafael]
é um jogo a que não podemos jogar um jogo de que somos os espectadores um jogo de desconhecidos jogadores um jogo a que nunca iremos ganhar olha a menina a dançar tão bela no seu saltitar canta a roleta a rodar mistérios da sorte e do azar olha a menina a dançar quem vai com ela ficar? canta a roleta a rodar mistérios da sorte e do azar é um jogo feito para nos comandar um jogo de que desconhecemos as regras xadrez de que se retiraram as negras um jogo feito para nunca acabar olha a menina a dançar tão bela no seu saltitar canta a roleta a rodar mistérios da sorte e do azar olha a menina a dançar quem vai com ela ficar? canta a roleta a rodar mistérios da sorte e do azar é a nossa a vida que está em jogo é a nossa a vida que outros jogam"
Na véspera de mais uma semana de "hard work & dedication" (thks PCZ :) ), é o sacrifico de umas horas de descanso e tempo de qualidade, mas há que aproveitar a oportunidade de tornar menos banal a retribuição mensal (lá estou eu com as rimas). Dada a eminente ausência de tempo, vou aproveitar e fazer o meu "Post" semanal.
Este fim de semana tive a percepção da importância da Protecção do grupo, realmente como animais sociais que somos, a força do colectivo torna o individuo mais capaz. No abrigo da protecção do grupo sentimos-nos mais seguros de ataques cobardes, mas como tudo também tem o reverso da medalha, confere aos que praticam esses mesmos actos de cobardia, protecção para realizar seus intentos. Infelizes aqueles que em momentos de perigo se encontrem sozinhos, sem a protecção dos amigos, da família. Por muito nobre que seja o acto de "Stand Alone", a realidade é que para sobrevivermos nesta selva urbana, não podemos estar sozinhos, pode ser fatal. Dificilmente o faremos sozinhos, sobreviver.
Escrevo ao som da musica por vezes enfadonha mas sem duvida tecnicamente perfeita dos "Dream Theater", enfadonho certamente não é o filme do qual tirei o vídeo de cima "A Noiva Cadáver" do mestre Tim Burton. Conta a historia de uma "desilusão de óptica" que se tornou uma boa ilusão, apesar do contrario ser sem duvida o mais comum.
Não me podia esquecer de um aniversario esta semana, uma triste data, a do assassinato de mais um mártir desta eterna revolução que é a luta pelos direitos dos menos afortunados. Um jovem médico argentino, filho de uma família abastada, abdicou de uma vida confortável para levar uma mensagem de luta e esperança ao povos desfavorecidos da América Latina. "Hasta Siempre, Comandante Che Guevara".
"É necessário estar sempre embriagado. Tudo está aí: é a única questão. Para não se sentir o horrível fardo do Tempo que quebranta os vossos ombros e vos curva em direcção à terra, deveis vos embriagar sem trégua. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, como quiserdes. Mas embriagai-vos."
Charles Baudelaire, em 'Pequenos Poemas em Prosa'
Como não há vinho, fico-me pela poesia. :)
"Só" por Edgar Allan Poe.
"Não fui, na infância, como os outros e nunca vi como outros viam. Minhas paixões eu não podia tirar de fonte igual à deles; e era outra a origem da tristeza, e era outro o canto, que acordava o coração para a alegria. Tudo o que amei, amei sozinho. Assim, na minha infância, na alva da tormentosa vida, ergueu-se, no bem, no mal, de cada abismo, a encadear-me, o meu mistério. Veio dos rios, veio da fonte, da rubra escarpa da montanha, do sol, que todo me envolvia em outonais clarões dourados; e dos relâmpagos vermelhos que o céu inteiro incendiavam; e do trovão, da tempestade, daquela nuvem que se alteava, só, no amplo azul do céu puríssimo, como um demônio, ante meus olhos."
No humor do brilhante Ricardo Araújo Pereira, vemos o exemplo do típico atípico síndrome da hipocrisia reinante no nosso pequeno Portugal. Não interessa, se com a tua incompetência ou desonestidade matas, roubas ou simplesmente prejudicas de forma gritante o teu semelhante, desde que peças desculpas no novo paraíso do arrependimento, os meios de comunicação social. Um "Perdoa-me" em directo para a televisão, não falha.
Aprender com os erros e assumir as responsabilidades, é coisa do passado. Mas talvez não seja um problema exclusivo do nosso país, basta ver as guerras criadas por meros interesses comerciais e o sacrifício de inocentes como um banal produto de "marketing". Arriscaria a dizer que atravessamos uma nova era das trevas, é a total ausência de valores.
Verticalidade, honestidade, frontalidade e responsabilidade são qualidades em extinção, num ser humano em franca decadência existencial. Sem duvida é sempre melhor sonhar viver num "Conto de Fadas (ou Fod*s para algumas bizarras criaturas)".
Aqui fica a letra da minha musica preferida de uns pedregulhos que ainda rolam por essas encostas fora.
"Paint it black" by "The Rolling Stones".
"I see a red door and I want it painted black No colors anymore I want them to turn black I see the girls walk by dressed in their summer clothes I have to turn my head until my darkness goes I see a line of cars and theyre all painted black With flowers and my love both never to come back I see people turn their heads and quickly look away Like a new born baby it just happens evry day I look inside myself and see my heart is black I see my red door and it has been painted black Maybe then Ill fade away and not have to face the facts Its not easy facin up when your whole world is black
No more will my green sea go turn a deeper blue I could not foresee this thing happening to you If I look hard enough into the settin sun My love will laugh with me before the mornin comes
I see a red door and I want it painted black No colors anymore I want them to turn black I see the girls walk by dressed in their summer clothes I have to turn my head until my darkness goes Hmm, hmm, hmm,... I wanna see it painted, painted black Black as night, black as coal I wanna see the sun blotted out from the sky I wanna see it painted, painted, painted, painted black Yeah!"
Após uns tempos anónimo, cá está a minha tentativa de criar um Blog ou algo parecido. Onde eu possa evacuar pensamentos e relatar aqueles momentos únicos para mais tarde recordar ou esquecer. Um bem haja para todos.