quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Entre o bem e o mal, na Ópera da Vida.



Esta semana que passa, foi para mim preenchida por bons "filmes"...inclusivamente este "The Phantom of the Opera". Não sou grande devoto de musicais. Isto apesar de adorar o "The sound of music", que já vi umas dezenas de vezes e nunca me cansa. Já tinha o "Fantasma" há já bastante tempo em casa para ver, em boa hora o fiz.
Gostei, apesar de ser de um romantismo um pouco "lamechas", mas a historia é assim. Está muito boa esta versão. Até a mais distorcida alma consegue amar, um coração gelado abrigado nas trevas. A sua máscara esconde um amor que como um vento quente de sul lhe confortou a alma e lhe deu o sentido da vida.

Aqui fica o "Trailer" do Sr. uTube ao som do pesado, mas doce metal sinfónico dos Nightwish. Agora infelizmente já não contam com a bela Diva Tarja Tarunen (ainda tive o privilégio de os ver com este elenco em Vilar de Mouros, um concerto um pouco frio, aliás como aquela noite, fria e húmida). O som deles é muito influenciado por bandas sonoras épicas,e por falar em épicos, esta semana também "visualimentalizei" o "Beowulf". Uma produção digital de uma perfeição assombrosa, isto para quem sabe apreciar. Um verdadeiro "orgasmo" visual.

E sem esperar ainda acabei por ir ver o "Control", o filme sobre a vida e obra do malogrado Ian Curtis, vocalista da "Joy Division". É sem duvida um filme extremamente triste, não muito próprio para esta altura do ano. Reflecte a solidão interior em que nos podemos encontrar, e como se pode tornar numa prisão sem esperança. Fica a minha reflexão.

Máscaras (Quantas vemos diariamente? Ás vezes parece um baile! Mas de uma maneira ou de outra todos nós as colocamos.), solidão e as prisões que criamos para nós próprios.

É o reflexo de uma semana na qual fui ao cinema (já há algum tempo que não ia) e não gostaria de passar sem afirmar o estado decadente em que se encontra o cinema em geral. Comprar bilhetes onde se compra pipocas, bilhetes em papel térmico, ter que andar aos tombos e à luz do telemóvel à procura de um lugar, lugar este muitas vezes cheio de lixo. Para assistirmos a um filme sem descanso, a ouvir o vizinho a falar ao telemóvel, a ruminar as pipocas, a fazer comentários idiotas para a companhia.

Enfim! Onde param os tempos em que ir ao cinema era algo de verdadeiramente único e especial? Fica a questão!

Uma boa semana para vocês meus amigos, e vamos ver que "filmes" se seguirão neste festival.

Prisão em si

E numa prisão em si
Não saindo do que é seu
Foi esquecido
Adormeceu

À procura do amanhã
Andam homens inseguros
Erguem escadas
Partem muros

A nós os montes imundos
Dêem-nos os vales profundos
Sítios onde vê
Impossível ir
Ergam escadas
Partam Muros


letra: Tim
música: Xutos & Pontapés

Sem comentários: